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SPORTING CLUBE COURENSE

85 ANOS - 1932/2017

SPORTING CLUBE COURENSE

85 ANOS - 1932/2017

ENTREVISTA

 

 

 

Na sequencia das entrevistas aos nossos treinadores da formação, publicamos a referente ao nosso treinador das escolas de 1999, Xavier Lima

 

 


 

 

 

Nome – Rui Xavier Lima
Data e local de nascimento – 11/07/1977 em Lyon.
Estado civil – União de facto.
Habilitações literárias e desportivas – Licenciatura em Ensino Básico e  Educação Física.
Profissão – Professor.
Clube – SL Benfica.
Hobby – Cinema, Desporto e Pesca.
Comida favorita – Cozido à portuguesa (à minha avó).
Filme favorito – Central do Brasil, O Fiel Jardineiro, Abril Despedaçado.
Musica favorita – Vários géneros musicais (dependente das circunstâncias e estado de espírito).
 
 
 
 
Como começou a tua carreira como treinador?
Na minha profissão sou um treinador no dia a dia, dos mais variados desportos colectivos e individuais, o ingresso na vida profissional deu-se em 2002.
Há quanto tempo estás no clube?
Desde o início da corrente época.
Como surgiu a possibilidade de pertenceres aos quadros do clube?
No início da época, surgiu a possibilidade de treinar a equipa de escolas de 1999 do S.C.Courense, através de um convite por parte de elementos da direcção do clube. Convite que teve que ser ponderado, para uma reflexão a nível familiar e profissional dada a minha instabilidade relativa ao local de trabalho. Posteriormente, o convite foi aceite angariadas as melhores condições.
Pode-se dizer que começar com uma equipa muito jovem em termos de competição, é um desafio?
Na minha vida profissional, deparo-me diariamente com crianças destas idades, o que é uma mais valia para a resolução de situações menos propícias. A grande parte do grupo, já pratica a modalidade à mais de um ano no clube e competiu a época transacta. No entanto, o trabalho a efectuar nesta faixa etária tem que ser sempre de base e bastante decalcado para que haja alguma interiorização de conceitos e conteúdos. O mais benéfico é de que são atletas com relativamente poucos vícios técnico/tácticos. Deste modo, é sem dúvidas um enorme desafio, iniciar uma equipa muito jovem como esta, ciente das dificuldades iniciais mas com boas expectativas no futuro.
Como é que consegues conciliar a tua vida profissional, a vida pessoal e familiar?
Até ao momento, a conciliação tem sido possível, sem ter provocado grandes detrimentos na minha vida  pessoal e familiar, mas é causa de algumas limitações. A vida profissional não tem sido em nada afectada, dada a cooperação dos colegas (treinadores das camadas jovens do clube), essencialmente o Ricardo Marinho.
Centrando-nos na equipa de 1999, como está a decorrer a época?
O grupo é bastante limitado, por vezes, tem que existir flexibilização dos recursos humanos para a constituição da equipa, debatemo-nos com o problema demográfico do concelho. No entanto, constituimos a equipa de Escolas de 1999, com apenas 6 atletas de 1999, sendo os restantes de 2001 (dois anos mais novos do que o escalão). Apesar destas limitações, a equipa tem evoluído bastante. Tem existido uma assimilação de competências abundante no que concerne aos aspectos do jogo de Futebol 7
Perspectivas em termos de resultados, se é que se pode ou deve falar nisso nestas idades?
No que respeita a resultados, e por muito que se diga que nesta faixa etária é o menos importante, considero que todas as equipas e suas envolvências, valorizam acima de tudo os resultados.
Relativamente aos nossos resultados, angariámos 15 pontos na 1.ª volta do campeonato e para a 2.ª volta perspectivamos conseguir ligeiramente melhor. Pelo conhecimento que adquiri relativamente ao nosso grupo competitivo, o horizonte a alcançar na classificação final será o 8.ª lugar.
 
Proponho agora uma análise em termos de evolução, aplicação, assiduidade, educação, mentalidade etc:
  • Luís Miguel - O Guarda-redes da equipa, com boas condições físicas e intelectuais para vingar. É dedicado, demonstra gosto e interesse pela modalidade e com uma enorme margem para evoluir, visto ter ainda 2 anos a competir neste escalão. No entanto, carente de treino e metodologias mais individualizadas.
  • Paulinho – Demonstra uma enorme paixão pela modalidade, sempre cheio de vontade, bom tecnicamente. Deve trabalhar de um modo mais concentrado de modo a absorver maior informação.
  • Viana – Tem a dádiva de ser um esquerdino com excelentes capacidades técnicas, falta-lhe uma maior capacidade física e espírito de sacrifício para lutar mais nos lances divididos.  
  • Rafael - Capacitado de um grande espírito de sacrifício, tem vindo a apresentar-se bastante consistente numa posição bastante exigente. É muito dedicado e tem uma boa capacidade em interiorizar a informação.
  • Ribas – Dotado de magnificas capacidades técnicas aliadas a uma enorme inteligência em campo. É o elemento mais polivalente da equipa. Teve uma grande evolução.
  • Pika – Um dos elementos com maior estatura e capacidade física do conjunto, contudo necessita de evoluir nos aspectos técnico-tácticos.
  • Ferrari - Como o nome indica, capacitado de boa velocidade essencial em determinados momentos aliados a boas capacidades técnicas. Bastante consciente daquilo que faz. É o nosso capitão.
  • Freitas – É dos atletas mais novos do grupo, com muita margem para progredir. Tem vontade, e assim deve manter o seu ritmo de trabalho com vista a obter vastas evoluções.
  • Ruben Pedreiras - Provido boas capacidades técnicas e uma excelente aptidão para o remate. É o elemento do grupo que mais desequilibra. Embora, irregular, nos seus momentos de forma (vários picos ao longo da época). A equipa depende bastante dele.
·              Diogo – Ingressou no grupo mais tardiamente, nota-se uma grande desenvoltura na capacidade física da velocidade. Deve continuar a trabalhar de modo a evoluir física e tecnicamente.
Estás contente com os miúdos, em termos de evolução como equipa?
Estou bastante satisfeito, com a evolução e a produção do grupo apesar de ser um conjunto complexo em determinados aspectos. Estes atletas já assimilaram e adquiriram inúmeras competências, tanto no processo de aprendizagem do Futebol 7 como a nível moral e de socialização. No entanto, existem ainda inúmeras aptidões a desenvolver ao longo das suas carreiras como atletas.
Tens apoio da direcção, quer em presença e em termos logísticos?
Todo o apoio. O departamento de formação do clube, apenas mantém tantas equipas em competição, com a enorme capacidade de esforço exercida pelas pessoas que se dedicam com alguma plenitude ao clube. Em meu entender, todo este trabalho solidário por vezes pouco visível é carente de algum mérito e louvor.
O Relvado, foi o grande trampolim para de uma vez por todas a formação conquistar o seu espaço?
Obviamente que foi de extrema importância a obtenção de um relvado para o campo do clube, as condições de trabalho são sempre uma mais valia para a obtenção de melhores “resultados”.
E os pais, parece que finalmente começamos a ver pais a acompanhar os filhos, mesmo nas deslocações a outros campos, a que achas que se deve isso?
Na formação, essencialmente nos escalões mais baixos, os pais devem ser sempre parte integrante. No entanto, hoje em dia, devido à vida pessoal e profissional existem restrições para acompanhar os filhos na sua formação quer pessoal quer desportiva na globalidade.
Não achas que o S.C.Courense em articulação com a A. de Castanheira, deveria tentar captar elementos do sexo feminino, para aí fazerem a sua formação no futebol de 7, dado ser uma competição mista e depois dar o salto para o futsal?
Obviamente que sim, os recursos humanos femininos do concelho nesta faixa etária são pouco ou nada aproveitados (no que respeita ao futebol). Tabu? Complexos? Há que incutir a prática nas meninas… pois existem casos de sucesso no futsal feminino no concelho, a equipa do ACD Castanheira.
Qual foi o momento mais marcante para ti até ao momento esta época?
As duas primeiras jornadas com a deslocação ao campo de dois dos actuais primeiros classificados, onde me apercebi que tinha muito trabalho a desenvolver.
E na carreira?
A vitória em casa frente ao Ancora Praia por 7-6.
Também o 3.º lugar no campeonato distrital de Andebol no escalão de Minis em 2006/2007.
Quem foi a pessoa mais importante para ti enquanto desportista?
O Prof. Dr. Jorge Casanova (meu professor de algumas cadeiras ligadas à pedagogia desportiva).
Planos para o futuro?
Não sou apologista de perspectivar planos futuros.
Estás satisfeito no clube, é para continuar?
Sinto-me bastante satisfeito. Quanto à continuação existem vários aspectos que poderão ser limitativos à continuação.
Qual o teu maior sonho para o clube?
De momento, tenho grande interesse que o grupo de trabalho assimile conceitos tanto a nível desportivo como ético.
No entanto, gostaria de ver no clube alguns projectos bem alicerçados com a finalidade de dar uma maior prospecção ao clube num futuro próximo.
E pessoal?
Simplesmente ser feliz…