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SPORTING CLUBE COURENSE

85 ANOS - 1932/2017

SPORTING CLUBE COURENSE

85 ANOS - 1932/2017

Entrevista...

Iniciamos aqui uma serie de entrevistas com os treinadores do S.C.Courense para a presente época.

 

Começamos com o treinador da equipa senior, Miguel Sá Pereira...

 

 


 

 

 

 

 

 

 

Nome

Miguel Sá Pereira

Data e local de nascimento

25/12/1972

Estado civil

Casado

Habilitações literárias e desportivas

Formação em Jornalismo. Nível I, AF Braga. Curso da psicologia do Desporto e actividade física pelo Mestre José Neto.

Profissão

Jornalista e “Treinador de Futebol”

Clube

Gil Vicente

Hobby

Cinema

Comida favorita

Cozido à Portuguesa

Filme favorito

“O estranho caso de Benjamim Button”

Música favorita

“Tudo o que eu te dou” – Pedro Abrunhosa

 


 

Como começou a sua carreira como treinador?

“O Futebol entrou cedo na minha vida muito pela força da circunstância. O meu Pai foi profissional de Futebol e em Criança comecei a frequentar os relvados e balneários dos clubes que ele representou. Desde logo comecei a ficar fascinado pelo Mundo do Futebol. O interesse em ser Treinador aumentou quando o meu Pai passou de jogador a Treinador profissional. As portas sempre tiveram abertas e a curiosidade foi aumentando. Em Barcelos o Campeonato Popular é muito forte e gere milhares de pessoas todos os anos. Era um seguidor atento e entendi que era por ali que queria começar. Surgiu o primeiro convite e o inicio do meu trajecto enquanto Treinador”.

 

Há quanto tempo está no clube?

“Desde o dia 9 de Abril de 2002”

 

 

Como surgiu a possibilidade ingressar no clube?

“Foi inesperado e algo imprevisível. Fui convidado para uma reunião com o Presidente António Gonçalves e dois directores. Tivemos uma conversa e no seguimento de um primeiro processo de identificação surgiu o convite e aceitei o desafio”.

 

É o maior desafio em termos de carreira?

“É o maior porque é o desafio do momento. Posso garantir que é aquele que me está a envolver com uma maior intensidade. Eu costumo dizer que sou um “profissional” do Courense. Vivo o clube e o projecto 24 horas por dia”.

 

Como está a decorrer a época?

“Desportivamente está longe do que queríamos. Somos ambiciosos e queremos mais. Estamos num processo de construção da equipa e de consolidação do Grupo. Do ponto de vista desportivo, fomos eliminados injustamente contra o Cerveira para a Taça de Honra ao minuto 94, e terminamos o jogo com oito jogadores. Aproveitamos a paragem para trabalhar alguns aspectos na equipa e quando entramos no Campeonato a equipa vinha de uma boa fase de preparação. Conquistamos uma dinâmica de vitória nos jogos particulares que fizemos, e a equipa começou a perceber aquilo que pretendíamos do ponto de vista técnico-táctico. Veio a primeira jornada do Campeonato, e no dia do jogo contra o Ancorense apanhamos um temporal inesperado que nos dificultou a estratégia para esse jogo. Mesmo assim conseguimos pontuar. No passado Domingo fomos altamente penalizados com um resultado injusto. Voltamos a perder no período de descontos num momento em que não esperávamos sair de Cerveira sem pontos. Nos três jogos oficiais que realizamos não podemos contar com 50% da base da equipa. Não me quero amarrar a desculpas mas este é o verdadeiro cenário dos três jogos oficiais que disputamos”.

 

Perspectivas em termos de resultados?

“O futuro vai falar em nome do que estamos a construir. As pessoas querem resultados e tem toda a legitimidade para isso. Nós queremos um compromisso constante com a vitória mas pedimos tempo necessário para reconstruirmos uma equipa e sobretudo um Grupo”.

 

Está contente com os atletas em termos de evolução como equipa?

“A equipa tem tido uma evolução muito boa. Tivemos a preocupação de contratar jogadores de carácter e manter jogadores que sintam o clube da sua Região. Esta é para já a nossa grande vitória. Os jogadores transmitem sinais de enorme ambição e nós ficamos obviamente satisfeitos com isso. Do ponto de vista desportivo, estamos numa fase de imposição sobre a nossa forma de jogar.

 

Tem o apoio da direcção quer em presença quer em termos logísticos?

“O apoio tem sido importante e fundamental para a sustentação deste projecto. Sir Alex Ferguson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a... liderança dos treinadores dependem da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores. Neste aspecto tenho tido o privilégio de trabalhar com pessoas incansáveis no trabalho e dedicação ao clube. Desde o Presidente ao Director-desportivo, Nizo, e à Susana a nossa técnica de equipamentos.

 

Qual foi o momento mais marcante para si até ao momento esta época?

“Foi quando fechamos o plantel com a consciência de que tivemos a felicidade de construir um plantel de qualidade, carácter, e com muita ambição”.

 

E na carreira?

“Como é lógico as conquistas são as marcas mais visíveis. Neste contexto na minha região consegui com os meus jogadores conquistar todas as competições. Mas existe um momento que para mim marcou e jamais esquecerei. Após a conquista da Taça Cidade de Barcelos, o abraço sentido em pleno relvado que me foi dado pelo meu Pai. Senti naquele momento que ele ficou a perceber que tem alguém na família que pode dar seguimento aquilo que ele tem dado ao Futebol.

 

Quem foi a pessoa mais importante para si enquanto desportista?

“O meu Pai. Aprendi com ele os principais valores no desporto. Dignidade, Honestidade e Frontalidade. Queria também realçar um amigo e um treinador que me tem marcado muito. Chama-se Aníbal Ferreira. Um Homem de grande Carácter e um Treinador com um potencial enorme”.

 

Planos para o futuro?

“O próximo treino. O próximo jogo. Quero desfrutar do Futebol vivendo o momento. E como o desperdício do momento é o desperdício da Vida, tudo farei juntamente com os meus jogadores e os meus dirigentes para desperdiçarmos o menos possível esta época”.

 

Está satisfeito no clube? É para continuar por muitas épocas?

“Ser treinador do Courense e sendo este a principal equipa da Região é um enorme motivo de orgulho. Se é para continuar muitas épocas o tempo o dirá. Sinto-me treinador do Courense e do Presidente António Gonçalves. Com ele serei treinador até quando ele quiser. Aliás, não trabalharei em Coura com mais nenhum Presidente por muito respeito que as pessoas me merecem”.

 

Qual o seu maior sonho para o clube?

“Ajudar com a equipa sénior que esta direcção termine o seu mandato com um balanço positivo. Não tenho sonhos, tenho uma ambição interminável”.

 

E pessoal?

“Dentro de poucos anos estar a treinar no Futebol Nacional”

 

Sporting Clube Courense?

“Clube organizado, sério e honesto. Para quem aqui trabalha as condições são as melhores. Se existir uma confluência muito grande de esforços, sócios e da Região, este clube num curto espaço de tempo pode revelar-se ainda mais forte”.